"Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou. Não peço que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. Eles não são do mundo, como eu também não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade." (João 17:14-17)
Nessa passagem, vemos a oração que Jesus fez pelos seus discípulos. É muito especial analisarmos esse texto com profundidade, porque nele temos acesso ao coração de Jesus em diálogo com o Pai. Essa oração nos ensina muito sobre o que realmente importa para Cristo em relação àqueles que pertencem a Ele.
Os próprios discípulos, em outro momento, pediram que Jesus os ensinasse a orar. E aqui, em João 17, temos registrada uma das orações mais profundas de Jesus: uma conversa íntima com o Pai, revelando seu amor, seu cuidado e seu propósito para os seus discípulos.
Jesus declara que os seus discípulos não são do mundo, assim como Ele também não é do mundo. Essa afirmação fala sobre origem, identidade e pertencimento. Nós pertencemos ao Reino de Deus. Nossa identidade não está fundamentada nos valores deste mundo, mas em Cristo. Fomos chamados para viver a partir de uma nova realidade, como cidadãos do céu (Filipenses 3:20).
Jesus veio ao mundo para nos revelar o Pai. Ele é a expressão exata de Deus, a imagem do Deus invisível, aquele que nos mostra perfeitamente quem Deus é e como devemos viver diante dele. Por isso, Jesus é o nosso maior exemplo de uma vida alinhada, obediente e agradável ao Pai.
Na oração, Jesus também pede: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” . Isso nos mostra que a santificação acontece pela ação da verdade de Deus em nós. A Palavra de Deus contém a sabedoria do Senhor, seus princípios, seus valores, suas promessas e a revelação do seu Reino inabalável.
A Palavra nos ensina quem Deus é, quem nós somos nele e como devemos viver enquanto estamos neste mundo. Ela nos corrige, nos fortalece, nos direciona e nos separa para o propósito de Deus.
Jesus não pediu ao Pai que nos tirasse do mundo, mas que nos protegesse do Maligno. Isso é muito significativo. É como se Jesus estivesse afirmando que, embora não pertençamos a este mundo, ainda temos um propósito a cumprir nele. Existe uma missão, um chamado, uma obra a ser realizada.
Por isso, Ele não pede que sejamos removidos daqui, mas que sejamos guardados enquanto caminhamos. Precisamos da proteção do Pai para permanecermos firmes, porque o Maligno tenta roubar nossa identidade, enfraquecer nossa fé e nos afastar do propósito de Deus.
Nossa cidadania está no céu, mas enquanto estamos aqui, carregamos a missão de anunciar a mensagem do evangelho, fazer discípulos e testemunhar quem Ele é. A Bíblia também nos revela que o Filho de Deus se manifestou para destruir as obras do diabo (1 João 3:8). E, em Cristo, nós também somos chamados a participar dessa missão: revelar Jesus, viver pela fé, andar no Espírito e permitir que o Espírito Santo aja através de nós.
Não somos do mundo, mas fomos enviados ao mundo. Não pertencemos a esta realidade passageira, mas temos uma responsabilidade nela. Fomos santificados pela verdade, guardados pelo Pai e enviados por Cristo para manifestar a luz do Reino em meio às trevas.
Vamos Refletir e Orar
Senhor, guarda-nos de todo mal, nos ajude a desfazer as obras do diabo primeiramente em nossas próprias vidas, nos nossos pensamentos, na nossa identidade. E também nos capacita a fazer isso na vida daqueles que nos rodeiam, que possamos ser instrumentos úteis nas suas mãos que anunciam suas boas novas. Amém.
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Salvo algumas citações isoladas, os textos bíblicos seguem a NVT — Nova Versão Transformadora.
Por Ligia Menna dos Santos, 29/07/2026.
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