“Não tenha medo, pois eu estou com você; não desanime, pois eu sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com minha mão direita vitoriosa.” (Isaías 41:10)
Essa história começa no acampamento da igreja Comunidade Raphá, em 2025, quando Deus usou o pastor naquele ano para abrir madres. Tomamos posse daquela palavra e a plantamos em nossos corações.
Outro ponto muito importante dessa história foram as participações nos cultos da igreja nos lares, que chamamos de GP (grupos pequenos). E o que isso tem a ver com essa história?
As ministrações e pregações dos pastores Vini, Flávia e Jorge serviram como força nos dias mais tensos que vivi. Até os sete meses de gestação, tivemos dois sangramentos, pressão alta que não estabilizava, diversas idas ao hospital em caráter de urgência e diabetes gestacional que demorou para normalizar.
No dia 14 de novembro, recebo a ligação informando que minha esposa estava indo ao hospital porque a pressão estava muito alta. Como já estávamos acostumados com essa rotina, respondi que logo estaria em casa e que já estava orando para que nada acontecesse. Às 18h20 recebo o retorno de que a Dani ficaria internada, pois o quadro estava se tornando muito perigoso.
No sábado de manhã fui ao hospital. Aquele final de semana foi especial: oramos juntos, levamos o óleo ungido que havíamos recebido dias antes na igreja e até assistimos ao culto do hospital. Os resultados dos exames começaram a melhorar e criamos a expectativa de alta durante a semana.
Na segunda-feira, dia 17 de novembro, estava no trabalho quando recebi a notícia de que a Dani teria alta. Fiquei muito feliz e separei um momento para agradecer a Deus pelo que estava acontecendo. Pedi para que ela ficasse na casa do pai durante o dia e voltasse à noite, para que eu ficasse mais tranquilo. Como forma de gratidão, fui ao GP naquela noite, e a ministração foi sobre a paz em Cristo.
Às 22h, Dani me liga dizendo que a pressão estava muito alta novamente e que estavam voltando ao hospital. Respondi que a encontraria lá. Durante toda a madrugada foram realizados diversos exames e aumentadas as doses dos medicamentos, mas a pressão continuava alta. Eu me lembrava das pregações e orava, mas o medo começava a me afligir.
Como não tinha dormido e sabendo que Dani estava amparada pelos médicos e pela minha sogra, fui para casa descansar um pouco. No caminho recebi a notícia de que os pastores Vini e Flávia estavam no hospital. Isso me trouxe alívio. Assim que cheguei em casa e me sentei no sofá, o pastor me mandou uma mensagem pedindo para voltar imediatamente, pois o parto seria realizado.
Naquele momento meu mundo desabou. Maitê estava com apenas sete meses de gestação e eu sabia que a situação da Dani não estava nada bem. Comecei a chorar sozinho, liguei para familiares e amigos pedindo oração, pois o dia havia chegado. Na ligação com o pastor, pedi que ele me esperasse no hospital, pois eu estava com muito medo e seria muito importante que estivessem comigo.
Em 25 minutos cheguei ao hospital. Ao ver Dani e os pastores, comecei a chorar como há muito tempo não chorava. Iniciaram-se os trâmites para o parto e o médico conversou comigo, explicando a gravidade da situação e que, naquele momento, a prioridade era salvar a Dani. Eu estava tão atordoado que quase não consegui processar aquela informação.
Acompanhei Dani até a sala. O médico reforçou que ela seria entubada e que eu não poderia permanecer ali naquele momento. Pedi novamente aos pastores que ficassem comigo, mesmo que fosse apenas para não irem embora. Após a entubação, fiquei em uma sala pequena aguardando notícias.
Acredito que tenham sido cerca de 20 minutos — os mais longos da minha vida. Não havia sinal de celular e eu não sabia o que estava acontecendo. Orei, chorei e pedi a Deus que aquele momento não trouxesse notícias ruins.
Passados os 20 minutos, como ninguém me chamava, comecei a perguntar o que estava acontecendo. Pediram que eu aguardasse em outra sala. Ao entrar, vi os pastores, minha sogra e o médico — todos emocionados — me comunicando que havia dado tudo certo.
Dani voltou para o quarto por volta da meia-noite e, às 1h30, consegui visitar minha filha na incubadora, cercada de aparelhos. Quase não conseguia ver o rostinho dela. Aquela imagem me fez chorar novamente, tomado por preocupação. A enfermeira me acalmou e disse que tudo ficaria bem.
Foram dois meses e um dia de internação para a Maitê. Recebemos visitas pastorais e muitas mensagens de apoio e oração. Isso me surpreendeu e me fortaleceu. Foram 61 dias difíceis, com momentos de angústia, mas em todo o tempo confiei em Deus e em Sua promessa.
Hoje, quando olhamos para trás, entendemos que tudo aquilo que vivemos foi atravessado pela graça de Deus. A Maitê é um milagre diante dos nossos olhos. Cada sorriso, cada avanço, cada dia ao nosso lado nos lembra que Deus sustentou cada detalhe daquela história. A Dani também é um testemunho vivo do cuidado e da fidelidade do Senhor. O que poderia ter terminado em dor permanente se transformou em gratidão diária.
Aprendemos que fé não é ausência de medo, mas decisão de confiar mesmo quando o chão parece desaparecer. Nos dias mais difíceis, as palavras ministradas, as orações feitas e a presença da igreja fizeram toda a diferença. Deus usou pessoas, usou a Palavra e usou cada momento para nos fortalecer.
Hoje, nossa reflexão é simples: quando tudo parece fora do controle, Deus continua no controle. O que para nós é desespero, para Ele nunca é surpresa. Que possamos confiar não apenas quando o milagre acontece, mas também enquanto esperamos por ele.
Salvo algumas citações isoladas, os textos bíblicos seguem a NVT — Nova Versão Transformadora.
Testemunho compartilhado por Bruno Tahuan e adaptado pela equipe do DAY TO DAY Devocionais para publicação em 17/02/2026.
O DAY TO DAY nasceu para caminhar com você!
O DAY TO DAY faz parte do ministério de ensino da igreja Comunidade Raphá,
um espaço de cura, ensino e comunhão.
Venha nos visitar e conheça a nossa família.